Seguro viagem é aquele item que ninguém gosta de contratar e todo mundo agradece ter. A diferença entre uma apólice boa e uma ruim só fica clara no pior dia da viagem.

A maioria das pessoas compara apenas o valor final e escolhe o mais barato. Isso funciona até o momento em que não funciona. Vale entender o que de fato muda entre uma apólice e outra.

A Cobertura que Importa de Verdade

Despesas médicas hospitalares são o número que manda. Para Europa, o Tratado de Schengen exige cobertura mínima de trinta mil euros, mas esse é o piso legal, não o recomendável. Estados Unidos e Canadá pedem bem mais, porque uma internação de poucos dias facilmente ultrapassa valores altos. Verifique também se a apólice cobre atendimento sem necessidade de desembolso prévio, o chamado atendimento direto. Ter que pagar do próprio bolso e pedir reembolso depois muda completamente a experiência.

Onde o Seguro é Obrigatório

Os países do Espaço Schengen exigem comprovação de seguro na entrada e a fiscalização acontece. Cuba, Rússia e alguns destinos do sudeste asiático também pedem. Fora esses casos, o seguro é opcional apenas no papel: qualquer imprevisto médico fora do Brasil é integralmente por sua conta, e valores em moeda estrangeira escalam rápido.

Bagagem, Cancelamento e Esportes

Extravio de bagagem costuma ter cobertura baixa e franquia de horas antes de acionar. Leia esse item se você viaja com equipamento caro. Cancelamento por motivo justificado é a cláusula mais mal compreendida: ela cobre situações específicas listadas na apólice, não desistência. E atenção especial para esportes: esqui, mergulho, trilha em altitude e safári costumam ficar de fora das apólices padrão e exigem contratação de cobertura adicional.

Erros Comuns que Custam Caro

Contar apenas com o seguro do cartão de crédito sem ler as condições é o mais frequente. Muitos exigem que a passagem tenha sido comprada integralmente com aquele cartão e têm coberturas modestas. Outro erro é omitir condição preexistente na contratação, o que dá à seguradora base para negar. E o mais simples de evitar: não levar o número da apólice e o telefone de emergência salvos fora do celular, em papel, para o caso de o aparelho ser justamente o que se perdeu.

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